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segunda-feira, 20 de julho de 2009




Amigos, poesia e suicídio


"Sempre que nos agarramos às paredes do mundo, e na fase mais sombria da ressaca, eu penso em dois amigos que me aconselharam sobre vários métodos de cometer suicídio. Quer prova melhor de amor e companheirismo? Um dos meus amigos tem cicatrizes de navalha ao longo de todo o seu braço esquerdo. O outro enfia baldes de comprimidos pra dentro de uma massa de barba preta. Ambos escrevem poesia.
Tem qualquer coisa em escrever poesia que leva o homem pra beira do abismo. Contudo, provavelmente, todos nós três viveremos até os noventa. Consegue imaginar o mundo em 2010 DC? A forma que ele irá tomar dependerá muito do que for feito da Bomba. Eu suponho que os homens estarão comendo ovos no café da manhã, terão problemas sexuais, escreverão poesia, cometerão suicídio.
Bom, sexta-feira parecia um dia tão bom quanto qualquer outro. Aí vislumbrei a manchete:
"PRIMO DE MILTON BERLE ATINGIDO NA CABEÇA POR UMA PEDRA".
- Agora, como é que você vai se matar quando eles escrevem manchetes como essa?
Até as coisas mais triviais podem se tornar terríveis quando você entra num certo estado mental. E o pior de todas as fadigas e tormentos produzidos pelo medo e pela agonia é aquele que você não consegue explicar ou compreender ou até mesmo pensar. Apenas se lança sobre você como uma chapa de metal e não tem como sair dela. Nem mesmo por $25 a hora. Eu sei, suicídio? O suicídio parece incompreensível, a não ser que você mesmo esteja pensando nele. Mas falar sobre suicídio vence a vontade de fazê-lo. Ou será o contrário?

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