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quarta-feira, 2 de setembro de 2009








Bukowski, "o bravo"


"- Não quer ir pra guerra?
- Não.
- Mas eles bombardearam Pearl Harbor.
- Ouvi falar.
- Não quer combater Adolph Hitler?
- Não muito. Prefiro deixar pros outros.
- É covarde, então.
- Sou, sim. E não é tanto que me incomode de ter que sair matando gente por aí, mas não me agrada dormir em uma caserna com uma porção de caras roncando e depois acordando por um saco de corneteiro burro que levantou de pau duro, e não gosto de usar aquela bosta de farda cor de oliva, que só serve pra dar comichão. Minha pele é muito sensível.
- Ainda bem que alguma coisa é.
- Também acho, apenas gostaria que não fosse a pele.
- Por que não escreve com ela?
- E você, por que não escreve com sua xota?
- Você é asqueroso. E covarde, ainda por cima. Alguém tem que lutar contra as hordas fascistas. Sou noiva de um tenente da marinha americana e, se agora ele estivesse aqui, ia te esfolar vivo.
- É bem provável, o que só serviria pra me deixar mais asqueroso ainda.
- Pelo menos aprenderia a ser mais educado com as pessoas dignas de respeito.
- Creio que você tem razão. E se eu matasse o Mussolini, seria uma prova de boa educação.
- Lógico."

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