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sexta-feira, 16 de outubro de 2009





Máscaras



"Desliguei o telefone. Pensei em Sara. Ela e eu não éramos casados. Eu estava no meu direito. Eu era escritor. Eu era um velho sórdido. As relações humanas nunca funcionavam mesmo. Só as primeiras duas semanas tinham algum tchans; a partir daí, os parceiros perdiam o interesse.
Era assim que acontecia com as pessoas. Às vezes era engraçado - no início. Com o passar do tempo, as excentricidades delas vinham á tona. Caíam as máscaras e as verdadeiras pessoas começam a aflorar: maníacas, imbecis, dementes, vingativas, sádicas, assassinas. A sociedade moderna tinha criado seres á sua imagem e semelhança, e eles se festejavam mutuamente num duelo com a morte, dentro de uma cloaca."

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