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segunda-feira, 29 de março de 2010




Orgulho e Preconceito


"Não queria tocar no resto do uísque, de modo que sentei, completamente nu, na cozinha e pensei, como é que tem gente que confia tanto em mim assim? Quem era eu? Que gente mais louca e simplória. O que não deixava de ter suas vantagens. É sim, palavra, pô! Fazia dez anos que vivia sem ter profissão. As pessoas me davam dinheiro, comida, teto pra morar. Pouco importava se me supunham burro ou gênio. Eu sabia perfeitamente o que eu era. Nenhuma das duas coisas. O que levava as pessoas a me darem presentes não interessava. Aceitava e recebia sem a menor sensação de vitória ou coerção. Só partia do pressuposto de que não podia pedir nada. Ainda por cima, tinha aquele disquinho a girar no meu crânio, tocando sem parar, sempre a mesma música: não força a barra, não força a barra. Parecia uma idéia legal."

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